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Penumbra

john grzinich + Paulo Raposo

Serralves Foundation
Porto, Pt
2005 May 20
www.serralves.pt

Penumbra foi "encomendada" pela Fundação de Serralves a propósito da esposição retrospectiva da obra fotográfica de Paulo Nozolino intitulada "Far Cry". composta por Paulo Raposo e John Grzinich (americano radicado na Estónia) na sequência da recente residência artística realizada por Paulo Raposo, em Mooste, Estónia.

O trabalho conjunto destes dois artistas sonoros parte de gravações de campo (“field-recordings”) de um dado contexto geográfico específico, neste caso, a aldeia de mooste, uma comunidade rural longe de figurar nos mapas cartográficos e sociais da europa onde ainda se podem vislumbrar os despojos e os vestígios da ocupação soviética.

“Para esta composição, foram construíidos uma série de dispositivos e instrumentos de metal cujo som é produzido pelo vento. Utilizou-se de seguida tanques de gás abandonados, da era soviética, para servirem de caixa de ressonáncia.” O vento, essa presença e movimento invisível, e don qual apenas vislumbramos a sua manifestação e os seus acidentes como metáfora de um lugar. O vento como penumbra da escuta: pura imaterialidade.

Como disse o cineasta Robert Bresson, a que podemos decerto modo filiar o olhar de Nozolino, citando o evangelho: “Le vent souffle oú il veut”.